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Operação em parceria com o Ministério Público de Pernambuco combate o transporte clandestino
Ação realizada pela EPTI abordou 28 veículos nesta quinta-feira (16); três irregularidades foram flagradas nos bloqueios das avenidas Abdias de Carvalho e Caxangá
Uma operação Integrada, coordenada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) em parceria com a Empresa Pública de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI), Polícia Militar, Detran-PE e CTTU, resultou na fiscalização de 28 veículos e na autuação de três condutores por infrações que incluem a prática de transporte clandestino e circulação com seguro vencido.
Os bloqueios estratégicos foram montados a partir das 6h nas avenidas Caxangá e Abdias de Carvalho, corredores vitais para o fluxo intermunicipal. Segundo o balanço divulgado pela Diretoria de Operações da EPTI, a maior concentração de irregularidades ocorreu na Abdias de Carvalho, onde dois veículos foram autuados por transporte clandestino e um terceiro foi flagrado transportando passageiros com o Seguro de Responsabilidade Civil vencido — item obrigatório para garantir o amparo das vítimas em caso de sinistros.
A ação faz parte de um Grupo de Trabalho Permanente que busca ordenar o setor e reduzir os índices de acidentes no estado. "O foco é na preservação da vida das pessoas. Veículos sem autorização e irregulares podem estar circulando com itens de segurança inapropriados, como pneus carecas, cintos de segurança inoperantes e sem extintores, tornando-se vetores de risco nas rodovias", explicou o diretor de Operações da EPTI, Lindjonhson Felix.
Ao todo, a operação monitorou o deslocamento de aproximadamente 333 passageiros durante as primeiras horas da manhã. Na Avenida Abdias de Carvalho foram abordados 23 veículos, a maioria modelos "Spin" de 7 lugares, além de três ônibus e dois micro-ônibus. Três autuações foram registradas: duas por transporte clandestino e uma por Seguro de Responsabilidade Civil vencido.
Na Avenida Caxangá o bloqueio fiscalizou 5 veículos do modelo "Spin", com uma média de 33 passageiros transportados, sem registros de autuações. A ação deve continuar de forma itinerante ao longo do ano, visando garantir que o transporte intermunicipal ocorra dentro dos padrões técnicos e do amparo legal exigido para a segurança dos usuários.